
Projetos & Programas
O Humor Azul convida você para uma jornada divertida, sensível e cheia de personalidade. Criado pelo cartunista Rodrigo Tramonte — que também é autista —, o Zé Azul vive situações do dia a dia com um olhar diferente, acompanhado de seus inseparáveis amigos: o sábio Azulino e o fiel Cãomarada.
Com traços marcantes e tiradas inteligentes, a obra traz leveza a temas sérios, ajuda a quebrar estigmas e cria pontes entre o mundo neurotípico e o universo autista.
Cartunista, autista e criador do Humor Azul, Rodrigo Tramonte transformou sua experiência como pessoa autista em arte, criando uma ponte entre o mundo neurotípico e o universo autista através do humor e da sensibilidade.
Conheça o universo do Zé Azul –
onde o autismo encontra o bom humor

Humor Azul 2.0: Um Autista na Empresa traz de volta Zé Azul, agora enfrentando os desafios do mercado de trabalho. Uma HQ divertida e sensível, que aproxima o leitor do cotidiano autista e mostra como a diversidade enriquece qualquer equipe.
Humor Azul: O lado engraçado do Autismo
O livro Humor Azul procura mostrar o lado engraçado e irreverente da vida dos autistas através dos desenhos do cartunista Rodrigo Tramonte (também uma pessoa com autismo), e das aventuras e desventuras do Zé Azul e de seus companheiros.


Projeto Artistas Autistas
O projeto Artistas Autistas nasceu a partir de uma observação especial em um grupo de convivência. Em uma das atividades, um jovem autista adulto surpreendeu a todos ao cantar, de memória, uma música longa de Gabriel O Pensador, demonstrando não apenas uma incrível memória musical, mas também um talento nato para ritmo.
Esse jovem era Milton, formado em música pela UDESC, mas que até então nunca havia tido a oportunidade de mostrar seu talento em apresentações públicas. Foi então que o Instituto Autonomia abraçou sua história e, juntos, começamos a levar esse talento para o mundo. Passamos a explorar bares, restaurantes, praças, shoppings, escolas e qualquer espaço onde pudéssemos ecoar uma mensagem poderosa: "Autistas também podem ser artistas".
Naquela época, em 2012, pouco se falava sobre os talentos artísticos de pessoas autistas. Mas a semente estava plantada. Logo depois, surgiu outro jovem com um dom especial — dessa vez, voltado ao universo dos cartuns e caricaturas. Em 2013, unimos essas duas forças e criamos a dupla Artistas Autistas, que conquistou espaço em jornais da capital catarinense e chegou até mesmo ao palco da casa de shows P12, em Jurerê Internacional, ao lado de Gabriel O Pensador.
Em 2015, Rodrigo Tramonte, o cartunista que integrava o projeto, lançou seu primeiro livro: Humor Azul — O Lado Engraçado do Autismo. A obra, que trouxe uma visão leve e bem-humorada sobre o universo autista, se tornou um verdadeiro best-seller, ultrapassando a marca de 12 mil exemplares vendidos.
Destaques do Projeto Artistas Autistas &
Programa de Inserção no Mercado de Trabalho
Milton Almeida
Músico
Programa de Inserção no Mercado de Trabalho
O aumento de pessoas com autismo levou o Instituto Autonomia a lançar, em 2012, um programa de inserção no mercado de trabalho, promovendo autonomia financeira e fortalecimento social. Em parceria com empresas, o projeto acompanhou a adaptação dos contratados.
O projeto Artistas Autistas evidenciou a necessidade de oportunidades para talentos autistas. Inspirada pela produção de Rodrigo Tramonte e Milton Almeida, a diretora Andrea Monteiro impulsionou suas carreiras.
Milton conquistou seu primeiro emprego formal no Outback Steakhouse e, nos fins de semana, se apresentava musicalmente em eventos do Instituto. Tentou ingressar no ensino público como professor de música, mas, apesar de ser aprovado na prova específica, não atingiu a pontuação geral necessária. O Instituto acompanhou sua família e auxiliou na adaptação do processo seletivo para torná-lo mais inclusivo.
Rodrigo tornou-se o primeiro escritor autista best-seller do Brasil com Humor Azul, vendendo mais de 12 mil cópias. Além de palestrante, fundou sua própria editora e prepara o lançamento de seu segundo livro. Em agosto de 2025, celebrará os 10 anos de Humor Azul com um documentário baseado na obra. Também se tornou roteirista da Mauricio de Sousa Produções, contribuindo para a representatividade autista no personagem André.
O Instituto Autonomia teve um papel pioneiro na inclusão de autistas no trabalho, quando ainda havia poucas referências sobre o tema. Em 2019, fortaleceu sua rede ao visitar a Specialisterne, empresa dinamarquesa especializada na capacitação de autistas para o setor de tecnologia.
O projeto reafirma a importância de valorizar talentos autistas, garantindo-lhes oportunidades e reconhecimento profissional.

Povos originários
O Instituto Autonomia tem atuado de forma significativa na valorização e no fortalecimento cultural e econômico dos povos originários por meio de iniciativas que promovem intercâmbios de saberes tradicionais e capacitação em artesanato.
Em 2012, com o apoio do Instituto Autonomia, artesãs do povo Huni Kuin conduziram oficinas que desempenharam um papel fundamental no resgate da memória cultural do povo Guarani, especialmente na arte da confecção de miçangas. Essa iniciativa não apenas reafirmou a identidade gráfica e artística da etnia, mas também gerou impacto positivo na economia das famílias Guarani. As artesãs Timá Huni Kuin e Pãteani Huni Kuin compartilharam seu tempo e conhecimento ancestral, fortalecendo o vínculo entre tradição e sustentabilidade econômica.

Artesanato Huni Kuin e Guarani
Oficinas, distribuição e vendas da produção das artesãs Guaranis e Huni Kuin.

As oficinas foram realizadas em diferentes territórios indígenas, incluindo o Morro dos Cavalos (SC), a Aldeia Guarani de Biguaçu (SC), localizada às margens da BR-101, e a Ilha da Cotinga, em Paranaguá (PR), conhecida como Aldeia Guarani Pindoty. Essas atividades contaram com o apoio do Instituto Autonomia e de parceiros da iniciativa privada, demonstrando o compromisso com o empoderamento dos povos indígenas.
Oficinas de Pinturas Corporais
Além disso, em 2017, o Instituto Autonomia coordenou as atividades indígenas no Fórum Mundial pela Paz, evento que reuniu diversas etnias em um espaço de diálogo intercultural. Por meio de debates, publicações, exposições, workshops, plataformas digitais e programas educativos, a iniciativa contribuiu para a construção de uma sociedade mais pacífica, promovendo valores de tolerância e compreensão mútua.
O compromisso do Instituto Autonomia segue firme na construção de pontes entre saberes ancestrais e contemporâneos, garantindo que as vozes indígenas sejam respeitadas e fortalecidas em suas expressões culturais e socioeconômicas.
Amazônia Jordão: Tradição e Tecnologia
Transformando o Futuro

Em plena floresta amazônica, onde os rios são estradas e a cultura pulsa em cada canto, uma iniciativa singular está ganhando vida, unindo inovação e ancestralidade em prol de um futuro sustentável. O Projeto Amazônia Jordão é mais do que uma proposta; é uma resposta à necessidade urgente de produzir, preservar e prosperar com base na floresta em pé. Fruto da parceria entre o Instituto Autonomia, a ManejeBem e as lideranças indígenas da Aldeia Lago Lindo, no Jordão (AC), o projeto representa uma poderosa fusão de tradição, tecnologia e autonomia.
Um Propósito que Nasce da Floresta
O coração do Projeto Amazônia Jordão é o empoderamento das comunidades indígenas e a valorização de seus saberes. Idealizado com o propósito de converter conhecimento ancestral em um modelo inovador de sustentabilidade, o projeto visa a implantação de uma unidade modelo agroflorestal, que combina práticas regenerativas, agroecologia e tecnologias avançadas para fortalecer a autonomia produtiva, assegurar a segurança alimentar e promover a conservação ambiental.
Mais do que uma iniciativa local, o projeto traz consigo um propósito global: demonstrar que a floresta pode ser uma fonte de progresso sem que nada nela precise ser derrubado. Cada árvore que permanece em pé é um símbolo do diálogo entre os povos da floresta e o mundo que busca um futuro mais sustentável.
O Protagonismo das Comunidades Indígenas
O diferencial do projeto está no protagonismo das comunidades indígenas. A atuação do Instituto Autonomia, com anos de experiência em mediação cultural, é a chave para garantir que todas as ações respeitem os saberes, ritmos e decisões da Aldeia Lago Lindo. Esse elo de confiança é o que torna o progresso possível sem desrespeitar a cultura local. O protagonismo das lideranças indígenas é mais do que uma diretriz:
é a essência do projeto.
Por outro lado, a ManejeBem traz sua expertise em tecnologia e assistência técnica rural digital (ATER Digital), criando uma ponte entre os saberes tradicionais e o potencial da tecnologia. Com ferramentas como o Impactools Operação e o Impactools Medição, o projeto será capaz de diagnosticar, monitorar e planejar ações sustentáveis de maneira personalizada e eficaz.
Inovação e Resiliência na Floresta
Na Aldeia Lago Lindo e suas redondezas, os desafios do isolamento geográfico são reais: o litro de gasolina custa R$15, e o acesso se dá exclusivamente por rios. É nesse contexto que o Amazônia Jordão se destaca como símbolo de resiliência e inovação social, provando que limites logísticos podem ser superados quando a tecnologia caminha de mãos dadas com a cultura.
A instalação da unidade agroflorestal será um marco para a autossuficiência da comunidade. Integrando:
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Práticas sustentáveis e agroecológicas, adaptadas ao bioma amazônico e às tradições locais;
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Capacitação das famílias indígenas em cultivo agroecológico e manejo produtivo sustentável, promovendo maior autonomia;
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Produção diversificada de alimentos e insumos florestais, gerando renda sustentável e ampliando a inclusão produtiva;
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Modelo replicável e escalável, transformando-se em referência para outras aldeias amazônicas.
Resultados que Ecoam Além da Aldeia
Por trás do Amazônia Jordão está uma visão ampla: transformar essa unidade modelo em um exemplo de política pública viva, que inspira comunidades de toda a região do Jordão. O projeto propõe um impacto profundo e mensurável, tanto na qualidade de vida das famílias indígenas quanto na recuperação ambiental.
Metas principais do projeto:
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Fortalecer e ampliar o uso dos conhecimentos tradicionais indígenas, aliados à aplicação de tecnologias inovadoras e sustentáveis na agrofloresta.
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Treinar as famílias em manejo sustentável, gestão produtiva e produção de alimentos diversificados, possibilitando uma autonomia econômica.
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Desenvolver um modelo replicável de uso da floresta como geradora de renda e preservação, que pode ser amplamente aplicado em outras aldeias indígenas.
O modelo proposto para o Amazônia Jordão quebra paradigmas: ele demonstra que desenvolvimento econômico e preservação não são forças opostas, mas complementares. Além da renda gerada pelas práticas sustentáveis na agrofloresta, a comunidade será capaz de influenciar toda a região amazônica a adotar modelos de produção regenerativa, alinhados à conservação ambiental e à cultura local.
Investir em Dignidade, Preservar o Futuro
Quando olhamos para iniciativas como o Projeto Amazônia Jordão, vemos um exemplo claro de que o futuro do Brasil e do mundo passa pela florestas – não por sua derrubada, mas pela sua conservação. Este projeto é replicável, escalável e maleável, pronto para ser adaptado às necessidades de outras comunidades. Mais do que um projeto local, ele é uma esperança para a Amazônia e um chamado à responsabilidade compartilhada.
Apoiar o Amazônia Jordão é ir além do investimento em infraestrutura e tecnologia:
É investir em vidas que se conectam diretamente com a floresta.
É fortalecer culturas que há séculos sabem equilibrar produção e preservação.
É mostrar ao mundo que a Amazônia pode prosperar de forma sustentável – e ensinar como.
Porque no Jordão, longe dos centros urbanos, no coração do mundo, a floresta não é apenas um lugar. A floresta é a vida que sustenta um futuro inteiro. Vamos juntos fazer do Amazônia Jordão um exemplo para o Brasil e inspiração para o mundo?




























